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quarta-feira, 17 de maio de 2017

O que andei fazendo ultimamente...

Da última postagem pra cá, muita coisa aconteceu!

Nasceu BabaYaga, um coletivo de criação literária para crianças que estreou na Feira Miolo(s) de publicações independentes, em novembro/2016. Somos uma família!... Mate a curiosidade e conheça nosso trabalho aqui: www.casababayaga.com.br

A estreia da BabaYaga na Feira Miolo(s): Suryara, Débora, Peter, Carol e Peter. Faltaram na foto a Stella e eu

Meu livro Saudade de caqui foi um dos escolhidos pelo ProAC 2015 de incentivo à criação literária - Literatura Infantojuvenil.  Ele virou uma publicação independente linda, linda!



O pessoal da BabaYaga fez uma apresentação inesquecível na Biblioteca de São Paulo, em kamishibai.


E eu vim parar na Florida, Estados Unidos. Voltas que a vida dá!

Aqui a paisagem se repete assim: céu trincando de azul, águas de todos os tipos, bastante verde e quarteirões beges e bem quadrados.


Ainda estou recomeçando por aqui. A casa meio incompleta, o pequeno sem escola, o grande terminando o ano letivo que pegou com o bonde andando. As ilustrações vão saindo extremamente devagarinho, cedendo espaço para esse momento de transformação familiar.

Qualquer hora conto melhor como tem sido por aqui. Enquanto isso, vou postando no Instagram o que eu e os meninos andamos fazendo!...

domingo, 5 de outubro de 2014

Presente de vó

Um dia desses eu estava rascunhando um desenho para uma história minha, quando pousou esse bichinho aqui.



A história é inspirada na minha avó.  Daí eu fiz de conta que ela veio me visitar...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O que estive fazendo nos últimos 4 meses...



Entrei numa nova fase na porção materna de minha carreira: sou mãe de mais um menino! O que anda rolando eu posto no Conversa de penico.

sábado, 20 de abril de 2013

Abril

Ah... gostei desse trecho aqui do Viagem ao Céu, do Monteiro Lobato que li com o filhote... e achei que seria muito apropriado para o momento.  Afinal, ainda é abril!



"O mês de abril

Era em abril, o mês do dia de anos de Pedrinho e por todos considerado o melhor mês do ano.  Por quê?  Porque não é frio nem quente e não é mês das águas nem de seca - tudo na conta certa!  E por causa disso inventaram lá no Sítio do Picapau Amarelo uma grande novidade: as férias-de-lagarto.

- Que história é essa?

Uma história muito interessante.  Já que todo o mês de abril é o mais agradável de todos, escolheram-no para o grande "repouso anual" - o mês inteiro sem fazer nada, parados, cochilando como lagartos ao sol!  Sem fazer nada é um modo de dizer, pois aque eles ficavam fazendo uma coisa agradabilíssima: vivendo!  Só isso.  Gozando o prazer de viver...

- Sim - dizia Dona Benta - porque a maior parte da vida nós a passamos entretidos em tanta coisa, a fazer isto e aquilo, a pular daqui para ali, que não temos tempo de gozar o prazer de viver.  Vamos vivendo sem prestar atenção na vida e, portanto, sem gozar o prazer de viver à moda dos lagartos.  Já repararam como os lagartos ficam horas e horas imóveis ao sol, de olhos fechados, vivendo, gozando o prazer de viver - só, sem mistura?

(...)

Era proibido fazer qualquer coisa.  Era proibido até pensar.  Os cérebros tinham de ficar numa modorra gostosa.  Todos vivendo - só isso!  Vivendo biologicamente, como dizia o Visconde."

Monteiro Lobato. Obras Completas.  Editora Brasiliense, 1976.  Série a - volume 6, p. 7. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Feliz 2012!

Antes que passe do ponto, feliz ano novo pra nós!  As árvores de natal ainda estão armadas, a promessa de nunca mais comer tanto pernil com pavê também.  Então, feliz ano novo!

Que 2012 seja um ano mais equilibrado.  Não sei muito bem por que, mas deixei que o ano velho me enroscasse na correria da rotina, até que uma crise esquisita de tendinite me dissesse "paaaara tudo!!".  Acupuntura, retorno à yoga e promessa de um 2012 mais sensato, para dar uma forcinha pra começar bem. 

E a necessidade de ter um post novinho e revigorado me trouxe aqui, num horário que não demonstra nem um pouco de equilíbrio.

Como foram seus primeiros dias de 2012?  Eu confesso ter um pouco de vergonha dos meus, porque não cumpriram seu papel de caminhar por uma vida mais equilibrada e legal.  Tudo bem que equilibrar férias escolares, verão (que me derruba) e trabalho está mais para malabarismo, mas as revistas dizem que sim, que é possível e que basta ser organizada, desencanada e criativa!  Será que é sonhar demais ter a organização e o equilíbrio que se vende numa capa de revista de bem-estar?  Com um capinzinho desfocado brilhando ao sol, por favor.

A primeira coisa que eu fiz no meu primeiro minuto acordada de 2012 foi quebrar o parafuso da caixa acoplada do banheiro.  Fez bagunça, fez sim.  Tenho que dizer que tive muito orgulho da minha postura: fechei o registro e deixei pra resolver no dia seguinte.  E não é que foi fácil?

Ih, nem sei porque contei a história do aguaceiro num voto de feliz ano novo, parece que quer chamar zica. Era para ser um post bem-estar, positivo, com capinzinho brilhando.  Ixe, já era, agora estou com sono. 

Ah, tá!  Sim, sim, lembrei meu raciocínio: que 2012 chegue pra você cheio de ziquinhas como os anos costumam vir sempre: pindaíba em janeiro, trânsito em fevereiro, stress de março a novembro, doencinhas e acidentes de fim de ano.  Mas que a força para enfrentar tudo com equilíbrio seja ainda maior este ano.  Aí tenho certeza de que o ano novo vai ser bom de verdade!

Pra todos nós, um ano por uma vida mais legal!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Já em São Paulo

Ai ai ai, que vergonha... voltei já faz um booom tempo.  Voltei na Páscoa, já passou o dia das mães, já estamos falando de dia-dos-namorados-copa-do-mundo-festa-junina e um tiquinho mais vão ser férias escolares.  Tem sido dias muito atarefados estes de 2010, ano do Tigre, afinal.   Acho que os próximos posts serão no formato flash-back para eu poder contar um pouco de minha produção.

Enquanto isso, vou escrevendo para registrar tantos sentimentos vividos, pois o esquecimento vem ligeiro, já veio.  A rotina parece querer nos devorar e muitos sentimentos que haviam surgido tão claramente parecem começar a esmaecer.  Eu me nego a acreditar que isso é a tal da readaptação.

Talvez meu maior apuro seja que eu esteja lutando para que isso não aconteça, eu não quero me ver sufocada de novo numa rotina que foi tão difícil cortar.

Nós mesmos criamos as âncoras que nos impedem de navegar.  E quando percebemos, estamos ali atracados na mesma paisagem, olhando o mesmo horizonte, no sobe-desce da maré.  Não, não dá tempo de conhecer outras praias, há o convés para esfregar, o peixe para pescar... e assim, sem perceber, passamos nossa vida esfregando convés e pescando o peixe diário, sempre olhando para o mesmo horizonte.  Não pode ser assim, é muito fácil se tornar assim e também é difícil perceber que não é preciso que seja assim.

Minha luta interna tem sido não me render a antigas âncoras.  À medida que os armários vão sendo abertos, as lembranças vão saindo de dentro como heras sedentas e me tomam, se enroscam, me possuem.  E minha mente inicia a comandar movimentos mecânicos que já tinha aprendido neste horizonte, como ir à feira todos os sábados, por exemplo.  Eu costumava ficar de mau-humor de ter que ir à feira todo sábado de manhã.  E agora me vi voltando a ficar de mau-humor pelo mesmo motivo.  Precisei de um chacoalhão de meu marido para perceber que não, não preciso ir à feira exatamente todos os sábados de manhã.  Como é fácil voltar a antigos vícios...

E tem me parecido que o "retorno" é um terreno cheio de esporos de antigos vícios que precisam ser varridos.  E isso dá um trabalhão, viu, nunca imaginei.  É a desvantagem de começar a nova vida num lugar em que tudo já é conhecido.  Nossa mente começa a confundir "retorno" com "volta ao passado" e fica aflita.  É desgastante fazê-la crer que a vida continua indo para a frente, que não se trata de tentar se ajustar a um vaso que já não serve mais.

Às vezes me canso e penso em me render, pensar que assim é a vida mesmo.  Só que meu coração me exige essa faxina, porque assim ele tem mais espaço para praticar o que aprendeu de melhor nessa última jornada: a viver com mais amor à vida, coragem e simplicidade.

Conhecer uma nova cultura, uma língua, novos lugares e conhecer quadros famosos foi bom...  Porém, o bem mais precioso que trouxemos foi, sem dúvida alguma, a oportunidade que nossos corações tiveram de perceber o que é essencial para viver e a coragem que é preciso ter para viver o que é importante.

Não é fácil ser simples, mas sigo meu caminho com essa intenção.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Feliz ano novo, Batchan


E foi assim que minha batchan materna veio me falar “oi” pela primeira vez em sua nova forma.  Ela usava um vestido de verão feito pela minha mãe e tinha o rosto feliz-feliz como não se via há muito tempo.  

E assim, sorrindo, ela me disse sem palavras que estava muito bem.  Era alta noite do dia 30 de dezembro e tinha acabado de sair do hospital, assim pôde vir me ver na Espanha.  Disse que iria comemorar a virada do ano com meu ditchan e que podia enxergar de novo, como estava feliz...

Bem mais tarde, quando já era 2010, liguei para minha mãe:

- Eu queria estar ao seu lado - eu disse.
- Está tudo bem. - disse ela, como filha que jamais deixa de ser mãe. 
- Não sei se há condições de eu te desejar isso mas... feliz ano novo...
- Claro que há condições.  Foi um bom enterro, está tudo bem.
- Como pode um enterro ser bom?
- Não teve choradeira porque todos já estavam rezando para que ela pudesse descansar, ela sofreu por muito tempo...

Mesmo assim não passa a vontade de chorar quando penso que eu não pude estar lá e que agora eu só vou vê-la em sonhos.  Suas imagens passam na minha cabeça repetidamente, como num movimento para que eu jamais me esqueça.  Essa gravação de   nossos momentos em vida mundana dói.

Só passa quando penso que ela deve estar comendo kabotchá com minha outra batchan, agradecendo pelos recados que ela me dava em sonhos.  Devem estar ocupadíssimas, porque desde que consegui visitar uma no hospital em meio a uma fugaz escapada intercontinental por motivos natalinos que a outra não se deu ao trabalho de aparecer novamente.

Ou então ela voltou a escrever haikais, agora que ela enxerga novamente. Ela havia me contado que levava minha mãe-bebezinha junto com ela à casa vizinha para escrever com os amigos agricultores de Mirandópolis.  Será que um dia ela me mostra seus novos versos?  Hum, está mais que na hora de voltar a estudar japonês.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Inspiração

Eu não sabia se postava essa foto aqui ou no Conversa de Penico. Daí percebi que minha vida profissional está costurada na pessoal. Eu desenho por amor... não à arte, mas à vida.
Meu grande tutor é este da foto, que diz que seu sonho é brincar.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sonho com Batchan e comida

Eu devo ter nascido no Brasil para facilitar, pois várias vezes preciso usar a palavra "saudade", mais sintética que nas outras línguas.
Esse é um rabisco de um sonho que tive com minha avó falecida servindo uma carne ensopada de molho vermelho junto a uma parte de minha família, porque meu sonho era apertadinho demais para caber todos.

No meu sonho também tinha feijão da mamãe (ali, de verde-água, olhando satisfeita os pratos de pedreiro dos filhotes), o melhor do planeta. Nós estamos comendo porque lá na minha família nós sempre estamos comendo, como se fosse uma maneira silenciosa de dizer "gosto de estar com vocês".
E aqui na Espanha percebi que sabores me dão muita saudade. Basta eu comer algo que me lembre as comidas típicas dos nossos encontros familiares que pumba... choro. Parece que meu neurônio do paladar tem conexão direta com o do amor.
Graças aos céus aqui quase não há restaurantes japonesíssimos e nem churrasquinho bom...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Clarice Lispector e açúcar mascavo repaginados na Espanha

Encontro várias surpresas brasileirinhas por aqui. Uma das primeiras foi a coleção dos livros infantis da Clarice Lispector, com roupagem nova... e capa dura, claro.


Bem, aqui, faltou pesquisa sobre os indígenas brasileiros...

... e ter referências sobre o Curupira...

mas é mais caprichada que a edição brasileira. Uhm... está esgotado... será que vem novidade? :-D

No supermercado também tive uma surpresa da mesma categoria. Achei torrões morenos de açúcar de cana:

Já pensou se fosse de açúcar mascavo, que delícia?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Saudade da terrinha

Ontem eu estava pesquisando fotos de uma bromélia e fiquei com saudades...

Apesar de no Google Earth ser um pontinho verde no meio do concreto e apesar da urbanização estar cercando-o por todos os lados (veja o trator ao fundo), o sítio de meus pais ainda mantém a magia que me fez do jeito que sou...



O nascer do sol que eu visualizo quando faço Suryanamaskar (saudação ao sol) ainda está lá, igualzinho...


E a minha jabuticabeira querida e inspiradora continua crescendo.


(É só não olhar para o horizonte caoticamente urbanizado e empobrecido que tá tudo certo.)

Lá é um lugar de natureza muito simples, e que marcou minha infância com seus detalhes brejeiros.  É pra lá que meu coração volta toda vez que me pergunto quem eu sou.  
Ainda não tenho uma resposta certeira (se é que um dia vou ter), porque eu sou muito mais que recordações de brincadeiras no mato, mas que acontece, acontece.

Esta é uma foto que tiramos no último dia que fomos pra lá, antes de embarcarmos para Madri.  Aqui, meu pai e meu filhote estão plantando uma muda de cerejeira para marcar o dia.


(snif...)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Escola espanhola do Bruno

Eu sou absolutamente apaixonada pela escola do Bruno no Brasil e não cogitava nem mudar de bairro por causa dela.  Quando pesquisamos e vimos que aqui em Madri as escolas são muito mais tradicionais que o padrão brasileiro, murchei. Minha boca secava ao imaginar meu menino brincalista indo para uma escola de gravatinha, aprendendo boas maneiras e aprendendo "ba-be-bi-bo-bu".  
Para nossa surpresa, encontramos uma com um gingado diferente!  Não vai dar pra fugir dos sapatos pretos e acho que nem da alfabetização sílaba-a-sílaba, mas o brincar estava presente em todo canto, desde a fala da diretora até o teto, literalmente, que estava forrado de arte feita pelas crianças. Um alívio!

Vários pequenos detalhes nos convenceram.  Um deles foi uma menininha comendo banana fatiada e iogurte, que estava ganhando um carinho especial porque estava triste por ter perdido seu dente mole naquele dia.  Preciosas entrelinhas!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Estou em Madrid!

Agora que meus pés estão firmes em terra espanhola posso dizer que SIM!  Oficialmente estamos em Madrid, após extensa e estressante jornada burocrática.  Meu marido veio a trabalho por 1 ano, eu e Bruno viemos seguindo ele.  Chegamos aqui no primeiro mundo no domingo e já estamos trabalhando, já dei esmola e meu marido já foi furtado.  Ainda estamos atordoados com o fuso horário, acampados no hotel com 8 malas e ainda não encontrei meu hidratante.
Apesar de tudo - e olha que é um tudo que não para de crescer - estamos felizes com esta nova experiência.  É como uma postura de yoga.  Um dia na aula, quando reclamávamos de uma postura, minha professora disse que a adorava porque era muito bom quando acabava. 
Ainda não deu tempo de ter deslumbre turístico, nem de achar a Europa algo fascinante.  Por enquanto a sensação é a de estar na Berrini ou na Vila Olímpia, sem lente de contato, com sapato ralando no tornozelo, rouca e com carne entre os dentes.
Nosso turismo tem sido conhecer o lugar onde vamos viver por 1 ano.  Por enquanto nem pensamos em ir ao Prado, ao Reina Sofia ou comer tapas.  Minhas compras foram um "escáner", um ferro de passar roupa e o leitinho do Bruno.

(...) Tá bom, tá bom, confesso que também comprei um livro do filme em cartaz com personagens imantados e um alienígena do Ben 10 pro Bruno.  E que também estou me divertindo.  :-)

Meu primeiro passeio com o Bruno foi ir ao cinema ver Monstruos contra Alienígenas  e comer no McDonalds e foi bom... porque foi igual.  Mas também nos deleitamos em ver vários bonequinhos do Ben 10 pela metade do preço do que raramente se encontra no Brasil.  Ah!  E sabe qual o primeiro quiosque que vi no primeiro shopping que entrei?  De chinelos Havaianas!  :-D  

A meta que criei para mim foi a de procurar freneticamente por bons livros infantis espanhóis.  Até agora, só trash-book, tal e qual no Brasil, inclusive os preços, ugh.

Pra fechar o post, minha vitamina energética: hoje eu estava usando a janela como mesa de luz e o Bruno me perguntou o que eu estava fazendo.  Ele se decepcionou e disse:

- Ahhh... achei que você estava desenhando nossa cidade lá fora!  Desenha nossa cidade, vai?
 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

7+7 coisas que me enlouquecem por trabalhar em casa

Trabalhar em casa não é tão romântico quanto parece à primeira vista. Ainda mais quando se mora num lugar com vista pra Marginal Tietê onde não há nenhuma cafeteria onde se possa tomar um expresso depois do almoço.
7 coisas que eu não gosto desta vida solitária de ilustradora que trabalha em casa:
  1. Ler um causo engraçado na internet, olhar pra trás e não encontrar ninguém;
  2. Lembrar que a cama está desarrumada toda vez que passa pelo quarto para ir ao banheiro;
  3. Lembrar que a louça está suja toda vez que vai tomar água;
  4. Ir colocar roupa na máquina enquanto espera o Photoshop abrir;
  5. Almoçar risoto de salsicha com saladinha na frente da TV desligada porque não está passando nada;
  6. Atender ao telefone para dizer que não, não quero a visita grátis de um técnico dos filtros Europa;
  7. Ter que parar uma aquarela no meio pra ir buscar o filho na escola.
Pior para uma ilustradora-solitária-que-trabalha em casa é quando o filho chega em casa, daí outras 7 coisas me enlouquecem:

  1. Conversar animadamente sobre os alienígenas do Ben 10 enquanto organiza a pasta de contabilidade da empresa;
  2. Ouvir um "mãaaaae, já pode limpar meu bumbuuuum" quando está ao telefone com um cliente;
  3. Jogar o pincel encharcado de tinta em cima da mesa (inclinada) porque ouviu um CATAPOF na sala;
  4. Empurrar a cadeira para trás, esbarrar em algo e ouvir "I am Buzzlightyear. I´m coming in peace.";
  5. Parar de desenhar na hora que mais está rendendo para ir fazer a janta;
  6. Voltar para o escritório depois de colocar o filho pra dormir e perceber que não é capaz de fazer mais nada;
  7. Ir dormir com a sensação de que não trabalhou o suficiente, não cuidou da casa o suficiente e não deu atenção ao filho o suficiente.