quinta-feira, 2 de julho de 2009

Olha o lançamento do 'No oco do toco'

Dia 18 de junho foi o lançamento do No oco do toco, Ed. Paulinas, no 11o. Salão do Livro FNLIJ.


Como estou longe, a querida Edméa Campbells, autora deste livro, gentilmente falou em meu nome sobre as ilustrações na apresentação no Salão. Também foi ela (olha lá embaixo ela sorrindo) quem cedeu estas fotos que fizeram meus olhinhos ficarem enxarcados.

Ver meu desenho ali, casado com lindos haikais, multiplicado em forma de livro, num eventão...






... e imaginar crianças lendo-o...

é de arrepiar.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Saudade da terrinha

Ontem eu estava pesquisando fotos de uma bromélia e fiquei com saudades...

Apesar de no Google Earth ser um pontinho verde no meio do concreto e apesar da urbanização estar cercando-o por todos os lados (veja o trator ao fundo), o sítio de meus pais ainda mantém a magia que me fez do jeito que sou...



O nascer do sol que eu visualizo quando faço Suryanamaskar (saudação ao sol) ainda está lá, igualzinho...


E a minha jabuticabeira querida e inspiradora continua crescendo.


(É só não olhar para o horizonte caoticamente urbanizado e empobrecido que tá tudo certo.)

Lá é um lugar de natureza muito simples, e que marcou minha infância com seus detalhes brejeiros.  É pra lá que meu coração volta toda vez que me pergunto quem eu sou.  
Ainda não tenho uma resposta certeira (se é que um dia vou ter), porque eu sou muito mais que recordações de brincadeiras no mato, mas que acontece, acontece.

Esta é uma foto que tiramos no último dia que fomos pra lá, antes de embarcarmos para Madri.  Aqui, meu pai e meu filhote estão plantando uma muda de cerejeira para marcar o dia.


(snif...)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Lançamento do "No oco do toco" no Salão do Livro - FNLIJ

O lançamento do No oco do toco vai ser amanhã!  No 11o. Salão do Livro, no Rio de Janeiro.  A autora Edmea Campbells estará lá, vai ser às 14h na Biblioteca da Criança!  Ela também dará uma palavrinha sobre as ilustrações.  ;-)
Olha ele aqui, no cartaz da Ed. Paulinas (é o segundo de cima para baixo, à esquerda.  Clica que dá para enxergar):

terça-feira, 9 de junho de 2009

Taller Escritura de Álbum Infantil - Arianna Squilloni - Ilustrarte

Este fim de semana participei de uma oficina com Arianna Squilloni, italiana, apaixonada editora de livros infantis que vive em Barcelona.  A organização foi da Ilustrarte, uma escola dedicada à ilustração de livros infantis, fundada por 2 ilustradores também apaixonados pelo assunto.

E durante todos os intervalos tentei rascunhar este post, porque não queria deixar escapar nenhum fiapo de emoção.  O resultado foi uma porção de parágrafos deixados de lado porque meu cérebro estava muito ocupado processando tudo.

Este é meu quarto no alojamento em que ficamos, na Casa Santa Maria, uma casa de espiritualidade em Galápagar-Madri, tudo o que tive tempo de aquarelar.  :-)



A ênfase do curso se deu nas narrativas construídas no livro como um todo, a química entre texto, ilustração e projeto gráfico. 

Conheci muitos livros que ainda não chegaram ao Brasil e também vi fontes de inspiração já conhecidas.  Vi que os problemas enfrentados pelos profissionais espanhóis são os mesmos que no Brasil: escritores e ilustradores ganham pouco, a sinergia entre os que produzem o livro é rara, é preciso adequar a obra às exigências do mercado, não se vende muito em livraria e sim ao governo, blá blá blá... 

Mas também a paixão dos profissionais é igualmente grande.  Veio gente de toda a Espanha a esta oficina de 2 dias pois, como no Brasil, a formação na área é bem rara e difícil.   Ninguém estava ali com o objetivo de um dia serem ricos, porque bem se sabe que é quase impossível.  Raros eram os que se dedicavam integralmente à Literatura Infantil, todos se desdobravam por um lado para se manterem nas cruéis autopistas financeiras e por outro para trilhar pelas estradinhas de terra da Literatura Infantil.

Bem, pode ser que tamanha paixão seja a principal causa da desvalorização da profissão,  mas dessa vez eu quero cultivar a terna sensação com que fiquei ao final do curso: a Literatura Infantil tem um futuro encantador... ela é cercada de amor, e dessa maneira não há como ser diferente.  Quem ama sabe que os obstáculos serão transpostos para que se tenha o melhor.  Pais que amam seus filhos podem não ter recursos o suficiente para dar o melhor que existe, e apesar disso temos a certeza de que com amor esses filhos terão o melhor possível.  Porque nenhuma educacão de primeira, nenhuma edição primorosa tem mais significado para o filho-filho e para o filho-livro que o amor incondicional de seus pais.


Bem, e estes somos nós, sorrindo muito sinceramente.  :-D  

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"No oco do toco" ficou pronto!!!!!


Ficou pronto!!!!  Viva, viva, viva!!!

O meu exemplar ainda não chegou aqui na Espanha, estou ansiosíssima.  Mas aqui já estão vendendo e aqui também.

A Edmea Campbells (gente finíssima!), autora do livro, estará no 11o. Salão FNLIJ, no Rio de Janeiro, para lançar o livro.  Será dia 18/06, às 14h, na Biblioteca das crianças, veja  a programação.

Vou perder a festa... snif... mas do lado de cá também estou aproveitando... logo posto o que ando fazendo!


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Rosaleda


Quando eu era criança, assistia Candy Candy, e desde então eu sempre quis conhecer um jardim de rosas.  Aqui em Madri maio é época de rosas!  Decidi que no dia das mães iríamos à Rosaleda, no Parque del Oeste.  Pois domingo o dia amanheceu chuvoso, raríssimo aqui.  Fiquei  tão triste, tão triste que ao menor rayito de sol que apareceu na janela os meninos disseram “mamãe, olha aqui seu presente de dia das mães, o sol!”

Fomos ao parque, chovia.  Mesmo assim, o coração disparou a hora em que eu avistei um salpicado colorido ao longe.  Fui caminhando em direção ao jardim, às vezes devagar, para curtir a ansiedade de realizar um sonho, e outras rápido, para chegar antes que eu acordasse.

Fui chegando perto, perto... e é lindo mesmo!  De chorar!  Era o jardim de rosas da Candy Candy!  E chovia, mas isso não era mais problema, tirei fotos de guarda-chuva.  Eu não me importava com a pieguice das fotos de rosas, eu queria lembrar da sensação de estar ali, do cheiro, da vontade de chorar, enfim, curtir meu momento candy-candy-dia-das-mães-pieguíssimo com todo o fervor!  Inclusive teve uma ceninha do filhote correndo em minha direção para compartilhar comigo a felicidade de encontrar meu jardim de rosas.  O sol até saiu e o céu ficou azul!


E para ficar completinho, aquarelei escutando música brega e fiz e este post cafonésimo.

Feliz!  :-)


E pra quem quer conhecer ou relembrar, este é o capítulo em que o Anthony e Candy se conhecem no jardim de rosas:





segunda-feira, 27 de abril de 2009

Exposição "Era uma vez"

Em São Paulo há uma exposição sobre contos de fada que promete estar muito boa (invejinha... eu queria ir...), é a Era uma vez: Arte conta histórias do mundo, que vai até 21 de junho/09.  
a curadora Kátia Canton é pesquisadora e sobretudo apaixonada por Contos de Fada.
O site da exposição está aqui, cuja bela ilustração da Chapeuzinho é da querida Andréa Vieira.

domingo, 26 de abril de 2009

Guernica e o bombardeio de porquês

Domingão, uma passadinha rápida pelo Museo Reina Sofía antes de ir ver os monstros marinhos no cine 3D, porque filhote de 4 anos não é de ferro.  Uma das delícias de se estar num museu como esse em período de expatriação é que eu sei que logo estarei ali de novo, com mais calma, com menos gente.  Nessa passadinha, basicamente deu para ver o Guernica e um pouco de uma sala cheia de estudos de suas mulheres e cavalos desesperados.
Bruno estava ansioso para ver um Picasso de verdade (por causa da piadinha que o Sr. Cabeça de Batata faz no Toy Story, aquela em que ele põe suas peças todas tortas e diz "olha, eu sou um Picasso") e quando viu o Guernica ficou impressionado e fez várias perguntas: por que as pessoas estão com essa cara?  Por que o cavalo está assim?  Por que o Picasso gostava de pintar tudo torto? O que é guerra?  Por que as pessoas que não se conhecem fazem guerra?  Essa guerra aconteceu de verdade?? Por que os artistas gostam de desenhar a guerra??  Por que o Picasso só fez desenhos de guerra????  Assim eu fico triste...  
Então ele percebeu que a cor era algo que também mostrava tristeza, "porque preto e branco é cor de tristeza... mas a zebra também é preta e branca... ah!  Preto e branco é triste quando é escuro!"
E ele repetiu várias vezes a pergunta "mas por que os artistas desenham a guerra se é uma coisa tão triste e horrível?" e também não se conformava: "mas papai, mamãe... por  que tem que existir guerra?"

E eis que a partir de uma piadinha que ele viu num DVD ele conheceu Picasso, a guerra e o pensamento torto da humanidade.


segunda-feira, 20 de abril de 2009

Escola espanhola do Bruno

Eu sou absolutamente apaixonada pela escola do Bruno no Brasil e não cogitava nem mudar de bairro por causa dela.  Quando pesquisamos e vimos que aqui em Madri as escolas são muito mais tradicionais que o padrão brasileiro, murchei. Minha boca secava ao imaginar meu menino brincalista indo para uma escola de gravatinha, aprendendo boas maneiras e aprendendo "ba-be-bi-bo-bu".  
Para nossa surpresa, encontramos uma com um gingado diferente!  Não vai dar pra fugir dos sapatos pretos e acho que nem da alfabetização sílaba-a-sílaba, mas o brincar estava presente em todo canto, desde a fala da diretora até o teto, literalmente, que estava forrado de arte feita pelas crianças. Um alívio!

Vários pequenos detalhes nos convenceram.  Um deles foi uma menininha comendo banana fatiada e iogurte, que estava ganhando um carinho especial porque estava triste por ter perdido seu dente mole naquele dia.  Preciosas entrelinhas!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Estou em Madrid!

Agora que meus pés estão firmes em terra espanhola posso dizer que SIM!  Oficialmente estamos em Madrid, após extensa e estressante jornada burocrática.  Meu marido veio a trabalho por 1 ano, eu e Bruno viemos seguindo ele.  Chegamos aqui no primeiro mundo no domingo e já estamos trabalhando, já dei esmola e meu marido já foi furtado.  Ainda estamos atordoados com o fuso horário, acampados no hotel com 8 malas e ainda não encontrei meu hidratante.
Apesar de tudo - e olha que é um tudo que não para de crescer - estamos felizes com esta nova experiência.  É como uma postura de yoga.  Um dia na aula, quando reclamávamos de uma postura, minha professora disse que a adorava porque era muito bom quando acabava. 
Ainda não deu tempo de ter deslumbre turístico, nem de achar a Europa algo fascinante.  Por enquanto a sensação é a de estar na Berrini ou na Vila Olímpia, sem lente de contato, com sapato ralando no tornozelo, rouca e com carne entre os dentes.
Nosso turismo tem sido conhecer o lugar onde vamos viver por 1 ano.  Por enquanto nem pensamos em ir ao Prado, ao Reina Sofia ou comer tapas.  Minhas compras foram um "escáner", um ferro de passar roupa e o leitinho do Bruno.

(...) Tá bom, tá bom, confesso que também comprei um livro do filme em cartaz com personagens imantados e um alienígena do Ben 10 pro Bruno.  E que também estou me divertindo.  :-)

Meu primeiro passeio com o Bruno foi ir ao cinema ver Monstruos contra Alienígenas  e comer no McDonalds e foi bom... porque foi igual.  Mas também nos deleitamos em ver vários bonequinhos do Ben 10 pela metade do preço do que raramente se encontra no Brasil.  Ah!  E sabe qual o primeiro quiosque que vi no primeiro shopping que entrei?  De chinelos Havaianas!  :-D  

A meta que criei para mim foi a de procurar freneticamente por bons livros infantis espanhóis.  Até agora, só trash-book, tal e qual no Brasil, inclusive os preços, ugh.

Pra fechar o post, minha vitamina energética: hoje eu estava usando a janela como mesa de luz e o Bruno me perguntou o que eu estava fazendo.  Ele se decepcionou e disse:

- Ahhh... achei que você estava desenhando nossa cidade lá fora!  Desenha nossa cidade, vai?